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Caixa suspende empréstimos a beneficiários do Bolsa Família

    A Caixa Econômica Federal anunciou nesta sexta-feira (13), que suspendeu a demanda de empréstimos consignado aos beneficiários do Bolsa Família, a denominada linha Consignado Auxílio. Em nota, a Caixa informou que o produto irá passar por uma “revisão completa de critérios e parâmetros”. O anterior Auxílio Brasil passou a se chamar Bolsa Família novamente, nesta nova gestão.

    A suspensão do consignado está em vigor desde o dia (12). De acordo com o banco, nada mudará nos pedidos já feito, as parcelas do financiamento vão ser debitadas regularmente e de acordo com o contrato.

    A Caixa criou o empréstimo consignado Auxílio Brasil, que também vem atendendo quem recebe o Benefício de Prestação Continuada (BPC), no dia 10 do mês de outubro. A modalidade de crédito oferecia aos beneficiários do Auxílio Brasil empréstimos, que podiam chegar a R$ 2.500, pagos em prestações de até R$ 160 e era descontado do benefício em até 24 meses.

    O consignado é concedido por instituições financeiras com desconto de forma automática em folha de pagamento ou benefícios.

    Críticas ao empréstimo consignado do Bolsa Família

    Apesar do grande número de beneficiários do Auxílio Brasil por meio do empréstimo consignado, muitos especialistas acreditam que a função pode vir a complicar ainda mais a vida dessas famílias. “O empréstimo consignado pode ser um grande vilão nessa história ao invés de ser um alivio. Pode colocar as famílias em uma situação infinitamente pior do que já se encontram. Valores de sobrevivência nunca podem ser descontados”, diz Reinaldo Domingos, presidente da Associação Brasileira de Educação Financeira (Abefin).

    Caixa suspende empréstimos a beneficiários do Bolsa Família

    Imagem: Portal Contábeis.

    Nessa perspectiva, grandes bancos privados decidiram por não fornecer o empréstimo consignado aos beneficiários do benefício social. “Entendemos que não é um produto ideal para um público vulnerável. Por isso, o banco optou por não fazer”, disse Milton Maluhy Filho, presidente do Itaú Unibanco.

    Além do representante do Itaú, Octavio de Lazari Júnior, que é o presidente do Bradesco, também se manifestou contra o empréstimo consignado do Auxílio Brasil. Para o presidente da instituição financeira, esse tipo de empréstimo pode prejudicar ainda mais as famílias em situação de pobreza ou de extrema pobreza.

    Uma simulação feita pela Associação dos Executivos de Finanças (Anefac), também revelou que o percentual de juros do empréstimo consignado do Auxílio Brasil, pode custar até 87% a mais do que outros modelos de empréstimo. Por isso, é extremamente importante que as famílias pensem muito bem antes de contratar.

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