Em meio a um período de alta acelerada na inflação, o brasileiro está preocupado com a rapidez com que seu dinheiro está perdendo valor. Por conta do aumento incessante no nível dos preços, o salário mínimo para o próximo ano deve sofrer um reajuste ainda maior do que a previsão anterior de R$ 1.169.

Uma nova projeção do Ministério da Economia vê o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) em 9,1% ao final de 2021, e não mais em 8,4% como no último levantamento. Com esse novo aumento, sobe também a estimativa para o novo salário mínimo.

Se os dados foram confirmados, o piso nacional deve passar de R$ 1.100 para R$ 1.200 no próximo ano. Da mesma forma, o reajuste vale para o abono salarial, aposentadorias e pensões do INSS, entre outros benefícios trabalhistas e previdenciários.

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Segundo o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), o salário mínimo é referência para cerca de 50 milhões de brasileiros, sendo quase metade deles segurados da Previdência Social.

Aumento ou reajuste?

Até 2019, o salário mínimo sofria aumento real com base no Produto Interno Bruto (PIB) acumulado em cada ano. Além do reajuste pelo INCP, o novo valor significava, de fato, mais dinheiro do bolso do trabalhador.

Desde então, o presidente Jair Bolsonaro adotou uma política de correção. O objetivo é apenas evitar perda no poder de compra do cidadão, mas sem oferecer um aumento real. Para o próximo ano, a tendência é que a medida seja repetida.

Fonte: capitalist.com.br