Apesar da grande pressão dos políticos pedindo a retomada dos pagamentos do Auxílio Emergencial, o presidente Jair Bolsonaro continua negando essa possibilidade. Diante deste cenário muitos deputados e senadores vem se mobilizando para debater os projetos de renovação do benefício emergencial.

Dentre os políticos que pedem uma nova liberação no programa emergencial está o senador Alessandro Vieira do Cidadania-SE autor de um dos projetos com maior número de apoiadores que pedem o retorno do auxílio este ano.

O Senador ainda voltou a defender a inclusão do assunto na pauta do Congresso de forma extremamente urgente. Na última segunda-feira (25), Vieira ainda afirmou que “algum tipo de socorro” precisa ser liberado aos brasileiros que estão sem renda, onde o benefício se torna uma iniciativa necessária em meio ao aumento de casos da doença no país.

Para o senador não se trata somente de dívidas publicas, mas sim da manutenção a vida dos cidadãos brasileiros. Para Vieira o Congresso deve pautar o retorno do auxílio emergencial na próxima segunda-feira, 1º de fevereiro, quando chega ao fim o recesso do senado.

Além do posicionamento do senador e de seus apoiadores, ainda temos diversos projetos de lei pedindo o retorno do benefício. Alguns destes projetos pedem novos pagamentos de R$ 300, já outros pedem parcelas com valor de R$ 600.

Durante a movimentação da ala política em prol do retorno do auxílio emergencial, a base governista alerta o risco que uma nova prorrogação poderia trazer à meta fiscal do governo de Bolsonaro e ao teto de gastos.

Para o ministro da Economia, Paulo Guedes, uma nova prorrogação só poderia ser viável com o congelamento de verbas destinadas a saúde, educação e segurança pública. O que segundo declaração do atual presidente da Câmara dos Deputados não condiz com a realidade.

Para Maia, bastaria que o governo editasse a PEC Emergencial, o que já seria mais do que suficiente para limitar gastos e garantir recursos suficientes para a volta do auxílio emergencial em 2021.

Número menor de beneficiários

Grande parte da Ala política que defende o retorno do auxílio emergencial pede uma nova prorrogação com valores entre R$ 300 e R$ 600, contudo, a previsão é de que caso uma nova prorrogação possa acontecer, o governo poderá reduzir o número de beneficiários bem como reduzir o valor que foi pago pelo benefício em 2020.

O objetivo é tornar o auxílio emergencial mais enxuto, reduzindo o número de beneficiários e pagar somente a população que realmente precisa. Com relação aos valores, devido aos custos do programa emergencial a expectativa é que o benefício emergencial possa pagar um valor similar ao que é pago pelo Bolsa Família que atualmente gira em torno de R$ 193.

Caso o governo venha a ceder e realmente libere novas parcelas do auxílio emergencial, os valores de R$ 600 ou R$ 300 podem não acontecer. As chances é de que ocorram pagamentos com valores semelhantes ao que é pago pelo Bolsa Família. Atualmente a parcela paga aos beneficiários do Bolsa Família gira em torno de R$ 193.

Com informações do site: Jornal contábil